Túmulo de Ana Lídia segue como ponto de fé e devoção em Brasília mais de 50 anos após o crime
Mais de cinco décadas depois de ser assassinada, aos 7 anos, Ana Lídia Braga continua sendo lembrada como símbolo de fé por muitos brasilienses. No Dia de Finados (2/11), o jazigo da menina, no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, voltou a receber visitantes que acenderam velas, rezaram e deixaram homenagens.
A aposentada Esmeralda Pereira, 65 anos, esteve no local com Graciele Pereira, 28, e Idaiza Pereira, 69. Ela contou que a visita ao túmulo é tradição da família todos os anos e que uma das irmãs é devota de Ana Lídia e diz ter tido uma promessa atendida.
O túmulo é um dos mais visitados do cemitério. Flores, fotos, cartas, bonecas e placas de agradecimento — uma delas pela aprovação em um mestrado — cobrem a sepultura e mostram como a história segue viva na memória da cidade.
Relembre o caso
Ana Lídia desapareceu em 11 de setembro de 1973, depois de ser deixada pelos pais na porta de uma escola particular da Asa Norte. O corpo foi encontrado depois. O irmão dela, Álvaro Henrique Braga, então com 18 anos, e Raimundo Lacerda Duque chegaram a ser apontados como suspeitos, ficaram presos por mais de um ano e acabaram absolvidos por falta de provas em 1975.
O processo foi reaberto em 1985, mas as investigações novamente não avançaram. O crime prescreveu em 1993, exatamente 20 anos após o desaparecimento, e o caso nunca teve um culpado.
Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Fonte: Metrópoles (metropoles.com/distrito-federal)


