Buriti acusa sindicato de motivação eleitoral e leva greve de ônibus à Justiça do Trabalho
O Governo do Distrito Federal (GDF) classificou como “político-eleitoreira” a greve aprovada pelo Sindicato dos Rodoviários no domingo (27/9) e informou ter acionado o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Para o Palácio do Buriti, a paralisação era ilegal e ameaçava a circulação da população às vésperas da eleição de 4 de outubro.
Em nota, o governo disse reconhecer o direito dos trabalhadores de reivindicar melhores salários, mas acusou o sindicato, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), de ser comandado por um presidente que apoia abertamente um adversário eleitoral. Segundo o GDF, a negociação estava aberta desde julho e as empresas já haviam apresentado mais de dez propostas.
Frota mínima e eleições
O Executivo pediu à Justiça que, durante toda a negociação, 80% da frota circulasse nos horários de menor movimento e 100% nos de pico, das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.
O governo também informou que o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) solicitou à Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) apoio para manter o transporte coletivo funcionando nas áreas urbana e rural nos dias de votação. A Semob autorizou o uso da tabela de horários de dia útil no primeiro turno e em um eventual segundo turno, com passagem gratuita.
A assembleia
A greve foi aprovada em assembleia no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul. Os rodoviários rejeitaram a proposta de 6% de reajuste salarial, 7% no tíquete e na cesta básica e 11,88% no auxílio-saúde e no plano odontológico; eles cobravam 8%, 10% e 12%, respectivamente. A paralisação havia sido convocada em 20 de setembro e comunicada às empresas no dia 23.
As concessionárias também repudiaram a greve e afirmaram que o salário de motorista passou de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60 desde o início da concessão, alta de 151%, contra inflação de 97% pelo INPC. Na noite de 27/9, um novo acordo atendeu às reivindicações da categoria e a greve foi suspensa.
Fonte: Metrópoles | Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

