Candidato Wilker Leão é preso pela PF após apagar pinturas do Instituto de Artes da UnB
O candidato a deputado federal Wilker Leão (Novo) foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) no domingo (27/9), depois de danificar patrimônio da Universidade de Brasília (UnB). Ex-aluno da instituição, ele foi ao campus com apoiadores e apagou pinturas das paredes externas do Instituto de Artes (IdA).
Um vídeo mostra o momento em que um homem se aproxima para perguntar se havia autorização para pintar as paredes. Wilker passa a ameaçá-lo, e a pessoa volta correndo para o carro.
Segundo a UnB, o protocolo de segurança foi acionado e a PF efetuou a prisão. Mesmo depois da saída do candidato, apoiadores continuaram intimidando estudantes. Outra gravação mostra pelo menos cinco pessoas agredindo um aluno. Uma das vítimas relatou que o grupo apenas filmava a ação e, cerca de uma hora depois, foi atacado; ele contou ter levado um soco na cabeça.
Reação da universidade
Em nota, a UnB repudiou com veemência a violência e a depredação atribuídas ao candidato e a seus apoiadores, informou que adota as medidas administrativas e jurídicas para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos e se solidarizou com os estudantes agredidos, prometendo prestar apoio a eles.
Histórico
Em 26 de agosto, durante um comício na universidade, Wilker levou uma “dedada” de um estudante e reagiu com chutes. Ele foi expulso da UnB em 2025 por descumprir regras internas previstas na Instrução Normativa nº 01/2023, que trata das comissões de processos disciplinares.
O candidato ganhou notoriedade em 2022 ao chamar o então presidente Jair Bolsonaro de “tchutchuca do Centrão”; na ocasião, Bolsonaro tentou tomar o celular dele. A defesa de Wilker não havia se manifestado até a publicação da reportagem original.
Fonte: Metrópoles | Foto: Material cedido ao Metrópoles

