Polícia desmantela esquema de tráfico e prende 10 suspeitos no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta sexta-feira (4/9), uma grande operação de combate ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico na região da QNR 5, em Ceilândia. Batizada de Operação Cerco Total, a ação resultou na prisão de 10 pessoas e no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços relacionados às investigações.
A operação foi coordenada pela 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia e teve como principal objetivo desarticular um grupo suspeito de atuar na comercialização e distribuição de entorpecentes na região. As diligências realizadas ao longo dos últimos meses permitiram aos investigadores identificar pessoas que, segundo a apuração, estariam envolvidas com a estrutura criminosa.
Entre os materiais encontrados durante o cumprimento das ordens judiciais estão drogas, munições e aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro. A apreensão dos valores e dos demais materiais será incorporada à investigação e poderá ajudar os investigadores a compreender o funcionamento da atividade criminosa e a participação de cada suspeito.
Durante as buscas, os policiais localizaram dois tijolos de maconha que, juntos, continham quase 60 tabletes da droga. O material apreendido totalizou aproximadamente 5 quilos de maconha, quantidade que, de acordo com a investigação, estaria relacionada à atividade de comercialização de entorpecentes.
Além da maconha, os agentes também encontraram cerca de 200 gramas de skunk, conhecido por ser uma variedade de cannabis com maior concentração de substâncias psicoativas. Também foram apreendidos roupinol, além de porções de cocaína e crack, ampliando a quantidade e a variedade de entorpecentes retirados de circulação durante a operação.
As investigações tiveram início ainda no primeiro semestre de 2026, quando os policiais passaram a reunir informações sobre a movimentação relacionada ao tráfico de drogas na QNR 5. O trabalho tinha como uma das finalidades identificar os responsáveis pela venda dos entorpecentes e descobrir possíveis conexões entre os envolvidos.
Com autorização judicial, os investigadores acompanharam durante vários meses a movimentação dos suspeitos e os locais apontados como possíveis pontos utilizados pela organização. O monitoramento permitiu reunir informações e elementos que serviram de base para a solicitação das medidas judiciais cumpridas nesta sexta-feira.
Segundo as informações apresentadas pela investigação, grande parte dos alvos já possuía registros policiais anteriores. Aproximadamente 90% das pessoas atingidas pela operação tinham passagens por crimes como tráfico de drogas, receptação e roubo à mão armada, indicando que parte dos investigados já era conhecida das forças de segurança.
Apesar das prisões realizadas durante a Operação Cerco Total, as investigações ainda não foram encerradas. Os policiais continuam trabalhando para localizar outros possíveis envolvidos e esclarecer de maneira detalhada a função desempenhada por cada integrante dentro do grupo investigado.
Entre os suspeitos ainda procurados está Elias José Gonçalvez, conhecido pelo apelido de Dentão. Segundo as informações da investigação, ele seria considerado o integrante mais experiente do grupo e estaria sendo procurado pela Polícia Civil há aproximadamente dois anos. Até o momento, porém, ele continua foragido.
A polícia acredita que o prosseguimento das diligências poderá levar à identificação de novos integrantes ou de outras pessoas que eventualmente tenham colaborado com a estrutura investigada. Por esse motivo, novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da apuração.
Além das drogas e do dinheiro, as equipes também recolheram outros materiais considerados relevantes para o inquérito. Todo o conteúdo apreendido deverá passar pelos procedimentos necessários e poderá contribuir para a produção de provas relacionadas aos crimes investigados.
Com as prisões e apreensões realizadas, a operação representa mais uma etapa da investigação sobre o tráfico de drogas na região da QNR 5. O trabalho das equipes deverá continuar até que sejam esclarecidas as circunstâncias envolvendo a atuação do grupo e identificados todos os possíveis responsáveis.
O número de pessoas presas ainda poderá sofrer alterações durante o andamento das diligências. A investigação permanece em curso, e os policiais continuam realizando buscas e analisando as informações obtidas durante o cumprimento dos 16 mandados judiciais.
