Animal silvestre ferido? Saiba como agir com segurança

Animal silvestre ferido? Saiba como agir com segurança
Compartilhe

Encontrar um animal silvestre ferido ou desorientado em áreas urbanas é situação cada vez mais comum no Distrito Federal. A expansão das cidades e a redução de espaços verdes levam a fauna a buscar alimento, água e abrigo em residências e arredores. Durante períodos secos e épocas reprodutivas, esses encontros tendem a se intensificar.

O procedimento correto

Ao se deparar com um animal silvestre, a orientação fundamental é não tentar capturar, alimentar ou afugentar o animal. A medida mais adequada é ligar para o número 190, que encaminhará a ocorrência à instituição responsável pelo resgate.

Na chamada, forneça informações precisas: endereço completo, pontos de referência, tipo de animal identificado, localização exata, presença de ferimentos, risco potencial e existência de pessoas vulneráveis próximas. Essas informações agilizam o atendimento especializado.

Enquanto aguarda a equipe de resgate, mantenha distância e isole a área, impedindo que pessoas e animais domésticos se aproximem. Não cerque o animal ou bloqueie possíveis rotas de fuga. Se conseguir sair naturalmente, deixe que o faça sem intervenção.

Cuidados especiais com animais perigosos

Quando o animal envolvido é potencialmente perigoso—como serpentes, tamanduás, capivaras e javalis—reforce os cuidados de segurança. Nesses casos, aguardar a chegada dos profissionais especializados é essencial. Pessoas sem treinamento correm risco de sofrer ferimentos graves ou piorar o estado do animal.

Prevenção dentro de casa

Manter cães e gatos sob supervisão, com coleiras de identificação e sem acesso livre às ruas, reduz significativamente encontros com fauna silvestre. Ataques de animais domésticos estão entre as principais causas de ferimentos em espécies selvagens.

Nunca abandone animais domésticos. Essa prática gera impactos sérios na fauna nativa, aumentando confrontos, competição por alimento e transmissão de doenças.

Quando não é necessário intervir

Nem todo animal imóvel está ferido. Algumas espécies utilizam mecanismos naturais de defesa, como o saruê, que pratica a tanatose—simulando estar morto para afastar predadores. Conhecer esses comportamentos evita ações desnecessárias.

Aves que constroem ninhos em telhados e estruturas de casas não devem ser removidas. A legislação ambiental proíbe a remoção de ninhos. O correto é aguardar até que os filhotes saiam naturalmente e, depois, adotar medidas preventivas como limpeza do local e vedação com telas ou espuma expansiva.

Medidas preventivas

Para evitar conflitos recorrentes com animais selvagens, adote práticas simples: poda de galhos próximos a janelas para dificultar acesso de primatas, instalação de telas de proteção, manutenção de lixo fechado e retirada de rações de animais domésticos deixadas expostas.

Em situações de convivência conflituosa, como primatas acessando apartamentos ou animais utilizando telhados regularmente, solicite orientação técnica pelo WhatsApp. Uma equipe especializada pode realizar vistoria e indicar medidas específicas de manejo para seu imóvel.

Geraldo Naves