Procedimentos estéticos invasivos em salões de beleza exigem atenção redobrada
Morte de mulher após procedimento irregular no DF reforça alerta para escolha adequada do estabelecimento e do profissional
As intervenções estéticas invasivas exigem atenção redobrada na escolha do estabelecimento e dos profissionais responsáveis. Antes de realizar qualquer procedimento, é importante verificar se o local está devidamente licenciado e se o profissional tem habilitação para a atividade.
A morte recente de uma mulher após receber um procedimento injetável em um salão de beleza do Distrito Federal reforça esse cuidado. Em vistoria no endereço, auditores constataram que o local funcionava sem licença sanitária, não tinha responsável técnico habilitado e não atendia aos critérios exigidos para o manuseio de agulhas e substâncias biológicas.
A diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, destaca que existe uma confusão recorrente entre serviços de embelezamento e intervenções de saúde. Pela legislação federal, salões de beleza são enquadrados como atividade de médio risco (Cnae 9602-5/01), o que permite o funcionamento sem vistoria sanitária prévia para serviços tradicionais, como cortes, penteados, escovas, tinturas e manicure — mas não autoriza procedimentos invasivos.
“A dispensa para serviços básicos não autoriza, sob nenhuma hipótese, práticas invasivas”, afirma.
Fonte: Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

